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20 fevereiro, 2006

UMA MONTANHA... A ILHA DO PICO



O PONTO MAIS ALTO DE PORTUGAL!!!!
O Pico é uma montanha que se desenvolve em torno de um vulcão com 2351 metros de altitude, sendo o ponto mais elevado de Portugal; possui mais 358 m que a Serra da Estrela que é ponto mais alto de Portugal Continental, com altitude máxima de 1993 m.
Numa extremidade da cratera, o cone vulcânico do Piquinho ou Pico Pequeno, com cerca de 70 m de altura, de cuja base emanam "fumarolas" constitui o cume da montanha. Coberto de espesso arvoredo até cerca dos 1500 m, a partir desta altitude domina a vegetação rasteira, que termina, aproximadamente aos 2000 m, ficando o cone de lavas escavado e nu, que no Inverno se cobre de neve.

A Montanha do Pico foi classificada desde 1972 como Reserva Natural e está incluída na rede natura 2000 como sítio de importância comunitária (SIC), pois a sua variedade de biótopos, ecossistemas e paisagens propiciam grande variedade de habitats, albergando elevada diversidade de espécies, sendo muitas endémicas. É o caso da floresta laurissilva (vegetação primitiva do terciário); das inúmeras cavidades existentes que possuem abundância de fauna cavernícola e do valor paisagístico que proporciona a todos pinturas vivas imemoráveis das ilhas do grupo central banhadas por um imenso oceano que as fustiga ora azul, ora cinzento na expressão máxima da sua pujânça.
É a maior ilha do Grupo Central, encontrando-se a 8 Km de distância da ilha do Faial e a 15 K da ilha de São Jorge, com uma área de 447 km2, dominada na sua parte ocidental pela cultura da vinha que produz o famoso "verdelho do Pico".

Compõe-se de um amplo campo de lava, onde as videiras estão encrustadas nas camadas de basalto, originando vinho de excelente qualidade.
A testemunhar a importância da cultura do vinho ao longo tempo podem-se encontrar as rilheiras, que são marcas deixadas nas rochas pelos carros carregados de pipas, puxados por bois; as rampas esculpidas na pedra para rolar as pipas até ao porto e os próprios portos e embarcadouros.

Ilha de mistérios e de encanto, contém o mais elevado número de cavidades vulcânicas existentes no arquipélago (perto de 80), das quias se destaca a Gruta das Torres. Constitui o maior tubo lávico da região, com 5.150 metros de comprimento e 15 metros de altura. No seu interior podem-se encontrar ricas formações geológicas (estalactites e estalagmites lávicas, paredes estriadas, lavas encordoadas...). A entrada da gruta é formada pelo Algar da Ponte, onde existem fetos, musgos e também líquenes.
Os Arcos do Cachorro compõem-se de uma formação rochosa com a configuração do focinho de um cão deu o nome a esta zona. São impressionantes aglomerados de lavas perfuradas por numerosos túneis e grutas, por onde o mar passa em turbilhão, penetrando pelos diversos túneis feitos pela erosão, fazendo efeitos interessantes.

No entanto, os sítios mais emblemáticos desta ilha são: a Zona Central do Pico, a Montanha, a Prainha e o Caveiro. Pois para além de possuirem uma paisagem de inegável beleza, possuem uma riquíssima e exuberante vegetação como as turfeiras altas e de cobertura, o azevinho e cedro-do-mato, muito características de zonas húmidas. Habitat identificado na Directiva Habitats como laurissilvas macaronésicas.
Nas imediações da Montanha deparamo-nos com a Lagoa do Capitão. É um local com riquíssimos cobertos vegetais, muitos dos quais endémicos: o trovisco-macho; cedro-do-mato, teixo (com poucos exemplares).
Em zonas de média altitude encontra-se o pombo-torcaz-dos-Açores e o milhafre.
Pombo-torcaz-dos-Açores

Milhafre

O "mistério" da Praínha, das Bandeiras na costa Norte da ilha e o de São João na costa Sul são Campos de lava provenientes de erupções registadas, já após o povoamento da ilha. Receberam o nome de "mistérios" por não ser conhecida explicação para os fenómenos vulcânicos e, sobretudo, porque as erupções destruíram apenas os terrenos de cultura, tornando-os improdutivos.

(Foi penoso o processo para a efectuar esta postagem. O blogger está a dar imensos erros e funciona a uma velocidade insustentável. Não foi possível as habituais hiperligações aos autores das fotografias. Desde já esclareço que foram todas retiradas da Web, estando algumas já identificadas. Aceito sugestões para continuar a postar sobre a ilha montanha, por considerar que existem outras curiosidades que aqui não foram referidas.)

16 comentários:

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Eu não conheço essas terras, mas sinto imensa atração por elas...

Essas ilhas me parecem meio mães...
Possuem identidade e semelhanças maternas. Cheia de formas, aconchegantes, carinhosas e por vezes, auteras...

E por fim, é esse conjunto de formas, que acaba mesmo alimentando a todos nós, aqui em terra...

ò,ó

Ambientalista disse...

Para além de lhe agradecer o comentário que efectuou no meu blog, quero agradecer a oportunidade que me deu em poder visitar um blog tão cheio de cultura como o seu.
Se não se importar, gostava de adicionar o seu blog à minha lista de blogs interessantes.
XXX

Fátima Silva disse...

Lâmina d'água.
Muito obrigada por teres vindo cá espreitar.
Estas ilhas têm um encanto único. Nunca me canso de olhar as paisagens e de pensar o quanto significaram e significam para nós (em termos de beleza e biodiversidade). Daí que conhecer as potencialidades do nosso património natural é uma forma de nos sentirmos responsáveis pela sua preservação.
Obrigada

Fátima Silva disse...

Ambientalista.
O que aqui está não é meu, é nosso.
Tento retratar neste espaço os aspectos naturais mais emblemáticos das ilhas. Tenho, no entanto, consciência que são retratos ainda muito imperfeitos.

Será uma honra para mim se adicionar o meu blog ao seu espaço.
Muito obrigada

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Pois então aí vai a resposta , para acabar com tua curiosidade:

As fotos foram tiradas de um helicóptero, na amazônia alagada e na região banhada pelo grande Rio Negro. Estávamos a umas duas a tres horas de vôo nessa aeronave, de Manaus, a capital do estado do Amazônas. Fazíamos um documentário sobre águas e essas veias escuras, são das águas do Rio Negro, que com as cheias se espalham e invadem a mata. As árvores ficam com grande parte de seus caules, submersos. As águas sobem em média cerca de 20 metros a cada período de cheia por ano. O Rio Negro tem esse nome, pela cor de suas águas, que mais parece um café preto e deve-se isso ao excesso de matéria orgânica em decomposição, mas suas águas são transparentes, mesmo sendo escuras e tem alto teor de acidez.

Beijinhos e obrigada por tuas palavras e pela visita!!!

ò,ó

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Isso foi o que deixei escrito para ti, lá em minha janela, mas estou comentando aqui também, por respeitar muitíssimo as curiosidades!!! Sou excessivamente curiosa!!! Aliás, sou excessivamente excessiva!!!
Beijinhos e obrigada pela tua visita!!!
ò,ó

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Esqueci de falar da foto do por do sol...

Essa foi tirada ontem, depois da passagem de um ciclone extra tropical, que andou varrendo a ilha com fortes e tempestuosas lufadas de vento e água!!!
Foi tirada da minha janela e as nuvens acabaram desenhando um leito de céu tendo a montanha como margem...

Desambientado disse...

Cheguei tarde. Gosto de ser o primeiro, mas nem sempre é possível. Ontem e hoje tem sido dificil.

Adoro o Pico, adorei o post.

FSilva disse...

Olá Fátima

Posso fazer uma correcção? É mistério de Stª Luzia e não de Bandeiras, no sul existe o mistério de S.João e o da Siveira.

Não sei se referiu a ZPE da Zona Central do Pico, Paisagem Protegida da Vinha Património da Unesco, existe também uma importante colónia de nidificação do garajau rosado, na Furna, Stº António, várias zonas de nidificação do cagarro, observação de cetáceos junto à Vila das Lages...já vai longa a lista

Fátima Silva disse...

Fsilva.
É com muito gosto que a tenho no meu espaço.
Agradeço a correcção em relação ao mistério de Santa Luzia.
Em relação à zona Central do Pico e à paisagem protegida da vinha vêm referidas no post. Aos restantes não foi possível, porque como deve ter lido o blogger estava a dar erro e tornou-se penoso continuar. A minha intenção não era explorar exaustivamente as riquezas da ilha, mas aludir a algumas. Aliás foi o que fiz em relação às restantes. Fica sempre muito para dizer. Não são trabalhos de modo nenhum exaustivos, apenas uma leve brisa.
Obrigada.

Fátima Silva disse...

Lâmina d'água muito obrigada pelos esclarecimentos. As fotos ganham a partir de agora uma dimensão maior.

Fátima Silva disse...

Desambientado.
Primeiro ou não a sua presença é sempre bem-vinda.
O Pico é uma ilha enigmática tinha tanta coisa para dizer e não disse. Gostaria de ter explorado mais e se calhar... ainda vou a tempo.
Obrigada pela apreciação!

FSilva disse...

Penso que deve voltar ao Pico, é uma ilha que nos atrai, comigo sucedeu e para aqui fiquei...

Fátima Silva disse...

FSilva.
Sim penso voltar ao Pico. Não para lá ficar, mas para me banhar nessas paisagens sempre diferentes, apaixonantes, estasiantes, quase frenéticas... adorava atravessar a recta que liga as Lajes à Madalena, à noite, e admirar a ilha de S. Jorge e do Faial recortadas no mar, às vezes prateado... ficava muda de emoção!

Anónimo disse...

Hey,eu sou a Carla,eu estou aqui a morar na California,mas eu sou do Pico,o mar dos Azores 'e inconfundivel aquele azul,eu tenho muitas saudades...byby

Anónimo disse...

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