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15 novembro, 2005

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL...

A acelerada evolução científica-tecnológica da história recente do homem ancora na própria insustentabilidade das pressões que tem vindo a exercer ao equilíbrio ecossistémico do planeta. Coloca-se então a questão da reversibilidade ou irreversibilidade dos problemas que a humanidade criou (racismo, tráfico humano, xenofobia, pobreza, guerra, alterações climáticas, esgotamento de recursos não renováveis, emissão de gases tóxicos para a atmosfera, manipulação genética, destruição de ecossistemas …) e da sua capacidade científica e interventiva na resolução e/ou remediação desses mesmos problemas.

As soluções dos problemas ambientais radicam na mudança do sistema de valores, ideia que é desenvolvida também na Carta de Belgrado, após a conferência em 1975, que aponta para o desenvolvimento de “uma ética global”, baseada na reforma educativa para a erradicação da fome, analfabetismo, exploração, poluição e dominação.

Infelizmente, os sucedâneos congressos, conferências, programas são ilustrativos da ineficácia institucional da própria Educação Ambiental que culmina na Conferência do Rio em 1992, da qual resulta a Agenda 21 que propõe um esforço global para o desenvolvimento sustentável. Então o problema focaliza-se na insustentabilidade do desenvolvimento que grassa e apela aos “valores” dos seus interesses.


O desenvolvimento sustentável pressupõe um equilíbrio entre tecnologia e ambiente, na geração e distribuição da riqueza pelas populações para melhorar a sua qualidade de vida, logo a qualidade ambiental do planeta. Implica um desafio difícil já que se suporta em diálogos de cooperação e parcerias entre países marcados por pactos desnivelados – os ricos/os pobres, em que “os países ricos globalizaram mais as desvantagens do desenvolvimento económico do que partilham as suas vantagens” (Schmidt & Valente, 2004). Esta considerável divergência de sentido prático não anula uma luta que, apesar de tudo poderá abrir a “uma mudança de atitude mútua”, permitindo uma estrutura integracional do desenvolvimento sustentável a uma escala “intrageracional” e não apenas “intergeracional”, como tem vindo a acontecer.

As expectativas em torno do desenvolvimento sustentável firmam-se como um processo de transformação social, defendendo a imprescindibilidade de cada indivíduo e/ou colectividade suportar a sua reflexão nas questões ambientais sem perder referência nos ganhos a curto e a longo prazo.

Desenvolvimento Sustentável ...

6 comentários:

Desambientado disse...

Gostei muito.

Pedro González disse...

Olá Fátima: estou a gostar imenso do teu blog. Levanta e analisa questões muito pertinentes. Apresentas um rosário de temas/conceitos chave da EA. Faço votos para que continues com os teus "sonhos". Os meus sinceros Parabés

Fátima Silva disse...

Muito obrigada...
pelos comentários, pelos incentivos, pela forma positiva com que expressam as suas opiniões.
Muito obrigada...
Ao Dr. Pedro por, ao longo destes últimos anos, me ter desafiado e apoiado incondicionalmente na construção da minha profissão.
Ao Dr. félix pela confiança e força, pois muito têm contribuido para a construção deste blog.

Bem hajam!
Fátima Silva

Anónimo disse...

Cool guestbook, interesting information... Keep it UP
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Anónimo disse...

Excellent, love it!
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Anónimo disse...

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