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18 novembro, 2005

INDÚSTRIA?...

Quem a legitima?

O acelerado crescimento económico e tecnológico têm consolidado uma nova sociedade, que sofre com os danos produzidos por fenómenos assaz ameaçadores criados, ao longo dos anos, pela sociedade industrial.

Mediante isto, interroga-se a “autolimitação” do desenvolvimento na construção de pactos de responsabilidade, segurança, monitorização, restrição dos danos e partilha das consequências, sem esquecer as suas potenciais ameaças.

A complicar todo este processo acrescenta-se o desconhecimento da abrangência do próprio problema pela grande maioria dos cidadãos e pela comunidade científica, que interpreta de forma diferente os sinais emitidos pela Terra, por ex, o aquecimento global do planeta. Para uns trata-se de um fenómeno obscuro, enquanto que outros o associam à emissão de gases para a atmosfera.

Embora, por vezes, imperceptíveis, os efeitos da produção industrial têm sido devastadores, provocando crises ecológicas a nível global (refira-se as concentrações de metais e gases quer no solo, quer na atmosfera, responsáveis pela contaminação de habitats, surgimento de doenças, devastação de ecossistemas…). O perigo é lactente, mas conceptual, dando espaço a que a sociedade industrial continue a ditar as leis, em que os efeitos destrutivos do sistema continuam a passar despercebidos.

É urgente uma autodeterminação reflexiva da sociedade, que consciente das consequências imprevisíveis do desenvolvimento tecnológico e industrial, toma-os como um problema para si própria e activa processos de intervenção local, que uma vez multiplicados, provocam impacto a nível global.
Os gases que ascendem aos céus...



9 comentários:

Desambientado disse...

Não conseguiria dizer melhor.
O teu entusiasmos é tanto que tenho dificuldade em acompanhar, mas a pertinência dos assuntos que aqui colocas é efectivamente grande.

Helena Correia disse...

Parabens pelo blog e pelo tema escolhido. Muito pertinente.
Já agora obrigada pelo comentário no meu e aproveito para responder à questão.
As abelhas quando visitam uma flor procuram néctar e pólen que são a base da sua alimentação. Todas as plantas que possuam estes dois componentes são potencialmente atractivas para elas.
No entanto, a cor amarela exerce de facto uma atracção forte sobre os insectos. Já vista alguma armadilha para escaravelhos? De que cor é?
Espero ter sido clara.

Cidalia disse...

Pois é... a culpa é do desenvolvimento económico, tecnológico mas.... como podemos viver sem eles?

Desambientado disse...

Fátima
É de acreditar que há voltada para refelctir sobre as responsabilidades ambientais e sociais da industrialização quando países como os Estados Unidos se negam a assinar o Protocolo de Quioto e países como a Rússia, só o fazem para poder bender cotas no Mercado de Carbono? Qualquer cidadão desses países terá legitimidade para propor soluções?

Desambientado disse...

Não sei o que é que se passou, mas algumas letras da mensagem anterior foram trocadas.

Fátima Silva disse...

Agradeço os comentários amáveis e encorajadores que me dirigiram, bem como o desafio sunjacentes nas questões que colocam.
Ao Dr. Félix quero sublinhar que os seus comentários são uma vez mais demasiado generosos.
Refere que o Tratado de Quioto é um negócio para a Rússia e não só... outros países seguir-lhe-ão o exemplo... até Portugal que por altura da assinatura do referido Protocolo já excedia o limite estipulado de emissão de gases. Como se operacionaliza todo este mercado "negro"? Os Estados Unidos não quiseram assinar o Tratado, porque diziam que a economia americana entrava em colapso. Como podemos salvaguardar o planeta com posições tão antagónicas e ao mesmo tempo tão imperiosas e definitivas e pior do que tudo com consequências imprevisíveis.
Penso dedicar as próximas postagens a este assunto, pelo que hoje fiz uma breve contextualização.

Helena, obrigada pelo teu simpático comentário e pelo teu esclarecimento sobre as abelhas. É deveras gratificante sentir o calor que emana das tuas palavras.

Cidália,
tens razão, visto desse modo como poderemos viver sem o desenvolvimento económico e tecnológico? De facto precisamos dele e cada vez mais. No entanto, acredito que terá de se apostar num desenvolvimento tecnológico utilizando energias alternativas não poluentes, ou pelo menos que provoquem menor impacto na natureza. Creio que vai chegar à altura limite, aí vai acontecer algo:
- os humanos são todos dizimados,
- vão morrer muitos humanos e os que restarem estarão adaptados a outra natureza ou ambiente,
- os humanos conseguirão reabilitar e preservar o ambiente, porque chegam à conclusão que só assim se libertarão da extinção.

Obrigada a todos
Fátima

Fátima Silva disse...

Onde se lê "sunjacentes", leia-se subjacentes.
Desculpem

Anónimo disse...

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