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12 março, 2006

1º Encontro de Blogs da Terceira

Realizou-se hoje numa das salas do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo o 1º Encontro de Blogs da Ilha Terceira. Uma iniciativa inédita no nosso país, que juntou umas dezenas de "bloguistas" para comunicarem as suas experiências e debaterem ideias sobre esta nova forma de comunicar na internet.

Constituiu um momento muito emocionante descobrir a identidade de quem amiúde projecta, com intuitos distintos, o mundo interior e/ou exterior no seu blog, através de postagens. Um misto de alegria e ansiedade pela descoberta que se faz ao mundo de cada um.

Penso que a identificação dos diferentes autores e a comunicação de experiências contribuirá para a solidificação e firmação dos propósitos de cada qual, em relação ao futuro . Também os laços que se estabeleceram vincularão, com certeza, de forma positiva a comunicação entre todos.

O blog Azoriana e Ideias e Ideais estão de parabéns pela forma exemplar como organizaram este encontro, inclusive pela escolha dos prelectores convidados para comunicarem as suas experiências, conhecimentos e percepções sobre os seus blogs e o próprio mundo da "blogosfera". Vozes oriundas dos blogs Desambientado, Álamo Esguio e Foguetabraze. Bem hajam!

(As fotografias foram sonegadas aos blogs Desambientado e Ideias e Ideais. Espero que não se zanguem)

09 março, 2006

São Jorge... a ilha das fajãs!

... as magníficas fajãs, formadas a partir dos abatimentos de terra oriundos das encostas escarpadas da ilha, foram sugeridas pelo Desambientado, um grande admirador das paisagens Jorgenses.

"E Deus, cansado de observar o intenso labor, instalou-se na Fajã de Santo Cristo, plantou Vimes noutra e atirou cascas de ameijoas, para a lagoa à porta da sua casa." (comentário do desambientado no post anterior)


  • Fajã de Santo Cristo

A fajã de Santo Cristo formou-se a partir de materiais acumulados por desabamento e/ou escorrimento das suas encostas e ravinas. Possui uma lagoa, separada do mar por uma praia, com criação de amêijoas, a única nos Açores. Pelas suas características foi classificada como reserva natural. Para além disso, constitui um "santuário" para a nidificação e acolhimento de aves migratórias.
  • Fajã dos Vimes

  • Fajã de São João

  • Fajã dos Cubres

A fajã dos Cubres está relacionada com desabamentos provocados pelo "terramoto de 1757" (ver em Áreas Ambientais dos Açores) e pela erosão da água do mar e água doce. Possui uma lagoa com importante repertório de espécies da flora e da fauna nas suas margens e meio aquático. Em conjunto com a Ponta do Topo e costa NE da ilha encontra-se designada como Sítio de Interesse Comunitário.

  • Fajã do Ouvidor

  • Fajã das Almas

... (cont)...

(As fotografias foram seleccionadas a partir de buscas na internet, cujos autores foram já referenciados no post anterior e outros não me recordo. Deixo aqui os meus sinceros agradecimentos)

04 março, 2006

São Jorge



Possui uma área total de 205 km2 e de forma muito alongada, a ilha estende-se por 56 km de comprimento e 8 km de largura.
O Topo da ilha
Piscina Natural no Topo


Ilhéu do Topo (Zona de Protecção Especial)
Ponta dos Rosais no outro extremo da ilha (Sítio de Interesse Comunitário)
Ponta dos Rosais vista do mar
  • A exploração desta ilha fica a teu cargo. Tentarei satisfazer a tua curiosidade ou atender às tuas solicitações. Participa!
www.oceandots.com/ i2a/004-10891.jpg
www.azores.com
community.webshots.com

23 fevereiro, 2006

A UM CAGARRO...

...que partiu...

... junto à montanha do Pico...
...nos braços da vila das Lajes...
...do coração do Castelete.
Boa viagem cagarro...
aqui te deixo a minha homenagem sentida!!!!
Fotografias da autoria de diversos autores, publicadas na Web.

20 fevereiro, 2006

UMA MONTANHA... A ILHA DO PICO



O PONTO MAIS ALTO DE PORTUGAL!!!!
O Pico é uma montanha que se desenvolve em torno de um vulcão com 2351 metros de altitude, sendo o ponto mais elevado de Portugal; possui mais 358 m que a Serra da Estrela que é ponto mais alto de Portugal Continental, com altitude máxima de 1993 m.
Numa extremidade da cratera, o cone vulcânico do Piquinho ou Pico Pequeno, com cerca de 70 m de altura, de cuja base emanam "fumarolas" constitui o cume da montanha. Coberto de espesso arvoredo até cerca dos 1500 m, a partir desta altitude domina a vegetação rasteira, que termina, aproximadamente aos 2000 m, ficando o cone de lavas escavado e nu, que no Inverno se cobre de neve.

A Montanha do Pico foi classificada desde 1972 como Reserva Natural e está incluída na rede natura 2000 como sítio de importância comunitária (SIC), pois a sua variedade de biótopos, ecossistemas e paisagens propiciam grande variedade de habitats, albergando elevada diversidade de espécies, sendo muitas endémicas. É o caso da floresta laurissilva (vegetação primitiva do terciário); das inúmeras cavidades existentes que possuem abundância de fauna cavernícola e do valor paisagístico que proporciona a todos pinturas vivas imemoráveis das ilhas do grupo central banhadas por um imenso oceano que as fustiga ora azul, ora cinzento na expressão máxima da sua pujânça.
É a maior ilha do Grupo Central, encontrando-se a 8 Km de distância da ilha do Faial e a 15 K da ilha de São Jorge, com uma área de 447 km2, dominada na sua parte ocidental pela cultura da vinha que produz o famoso "verdelho do Pico".

Compõe-se de um amplo campo de lava, onde as videiras estão encrustadas nas camadas de basalto, originando vinho de excelente qualidade.
A testemunhar a importância da cultura do vinho ao longo tempo podem-se encontrar as rilheiras, que são marcas deixadas nas rochas pelos carros carregados de pipas, puxados por bois; as rampas esculpidas na pedra para rolar as pipas até ao porto e os próprios portos e embarcadouros.

Ilha de mistérios e de encanto, contém o mais elevado número de cavidades vulcânicas existentes no arquipélago (perto de 80), das quias se destaca a Gruta das Torres. Constitui o maior tubo lávico da região, com 5.150 metros de comprimento e 15 metros de altura. No seu interior podem-se encontrar ricas formações geológicas (estalactites e estalagmites lávicas, paredes estriadas, lavas encordoadas...). A entrada da gruta é formada pelo Algar da Ponte, onde existem fetos, musgos e também líquenes.
Os Arcos do Cachorro compõem-se de uma formação rochosa com a configuração do focinho de um cão deu o nome a esta zona. São impressionantes aglomerados de lavas perfuradas por numerosos túneis e grutas, por onde o mar passa em turbilhão, penetrando pelos diversos túneis feitos pela erosão, fazendo efeitos interessantes.

No entanto, os sítios mais emblemáticos desta ilha são: a Zona Central do Pico, a Montanha, a Prainha e o Caveiro. Pois para além de possuirem uma paisagem de inegável beleza, possuem uma riquíssima e exuberante vegetação como as turfeiras altas e de cobertura, o azevinho e cedro-do-mato, muito características de zonas húmidas. Habitat identificado na Directiva Habitats como laurissilvas macaronésicas.
Nas imediações da Montanha deparamo-nos com a Lagoa do Capitão. É um local com riquíssimos cobertos vegetais, muitos dos quais endémicos: o trovisco-macho; cedro-do-mato, teixo (com poucos exemplares).
Em zonas de média altitude encontra-se o pombo-torcaz-dos-Açores e o milhafre.
Pombo-torcaz-dos-Açores

Milhafre

O "mistério" da Praínha, das Bandeiras na costa Norte da ilha e o de São João na costa Sul são Campos de lava provenientes de erupções registadas, já após o povoamento da ilha. Receberam o nome de "mistérios" por não ser conhecida explicação para os fenómenos vulcânicos e, sobretudo, porque as erupções destruíram apenas os terrenos de cultura, tornando-os improdutivos.

(Foi penoso o processo para a efectuar esta postagem. O blogger está a dar imensos erros e funciona a uma velocidade insustentável. Não foi possível as habituais hiperligações aos autores das fotografias. Desde já esclareço que foram todas retiradas da Web, estando algumas já identificadas. Aceito sugestões para continuar a postar sobre a ilha montanha, por considerar que existem outras curiosidades que aqui não foram referidas.)

19 fevereiro, 2006

Como as ONGAS são Percebidas?

( Calheta dos Biscoitos)
Durante dois meses, aproximadamente, esteve exposto neste blog um inquérito sobre o papel das ONGAS(Organizações Não Governamentais Ambientais) como organismos de influência de atitudes pró-ambientais junto das populações.
A questão era:
As acções das ONGAS têm impacto junto das populações, face aos actuais problemas ambientais?
Dos 18 inquiridos:
  • 5% consideraram que estas organizações não possuem nenhum impacto sobre as populações, porque estas desconhecem as suas acções;
  • 61% referiram que as ONGAS possuem fraco impacto nas populações na assunção de atitudes pró-ambientais, porque não se sentem verdadeiramente envolvidas, apenas ficam sensíveis à natureza das acções promovidas.
  • 22% acharam que estas organizações possuem impacto significativo nas populações, relativamente à avaliação dos problemas ambientais e, consequentemente, modificam os seus comportamentos.
  • 15% entenderam que existe uma relação directa entre as mudanças de atitude das populações face ao ambiente e as acções desenvolvidas pelas ONGAS.

Não constituindo uma amostra de grande amplitude pode-se, no entanto, verificar que existe ainda um distanciamento, por parte das populações, face às acções que estas organizações ambientalistas desenvolvem em defesa do ambiente.

Por fim, quero agradecer a todos quantos generosamente contribuiram para a realização deste inquérito